Artigo

PERDÃO

                Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Jesus respondeu “Eu digo a você: Não até sete, mas setenta vezes sete” Mateus 18:21-22.


Creio que uma das mais claras evidências de uma vida cristã saudável é a capacidade de perdoar. Certamente a atitude de perdoar não só agrada ao coração de Deus, como no faz bem. Recentemente, em entrevista à revista semanal Veja, a psicanalista Suzana Avezum, apresenta dados de uma pesquisa sobre o perdoar. Na pesquisa indaga a psicanalista: “O PERDÃO PROTEGE O CORAÇÃO? Avezum afirma que sua pesquisa comprovou isso avaliando o contrário: a dificuldade de perdoar aumenta o risco de infarto? Diz a pesquisadora: “Observei dois grupos com perfil similar em termos de idade, sexo, condição econômica e estilo de vida. Mas em um deles todos tinham infartado; no outro, não. No primeiro, todos tinham uma característica em comum: passaram por situações em que não haviam perdoado. A mágoa provocada pelo não perdão gera um stress que não é momentâneo: retorna ao longo da vida, sempre que a situação é lembrada. Por defesa, o corpo aumenta a quantidade de hormônios como o cortisol e a adrenalina que, em excesso, fazem mal. O bombardeamento a longo prazo arruína o coração”. Aduz ainda Susana Avezum, “Perdoar é pensar no problema não mais como um machucado, e sim como uma cicatriz. Ela está lá, mas não dói mais”. Jesus nos ensina o valor do perdoar. Perdoar e amar a nós mesmos, e como nas mais das vezes isto e tão difícil. Perdoar o outro, que como nós, tem falhas. A pesquisa sugere que perdoar faz bem à saúde física. Jesus, como sempre à frente de seu tempo, sugere que perdoar faz bem física e espiritualmente. Nestes dias de tanto desamor, que haja em nós um coração saudável. Perdoar faz bem à saúde!

Dc. Lyncoln Araujo